quarta-feira, fevereiro 15, 2006

«Correntes de Escritas»

O vencedor de 2006 do Prémio Literário "Correntes de Escritas" foi o espanhol Carlos Luís Zafon, com o romance "A Sombra do Vento", que não lemos. Segundo a nota de imprensa da editora, trata-se de uma obra onde o suspense impera: "numa manhã de 1945, um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: O Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona". Segundo a mesma informação, "juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo eco se projecta através do tempo".
O "Correntes de Escritas" é uma das grandes iniciativas culturais levadas a cabo pela Câmara da Póvoa de Varzim. Segundo cita o nosso vizinho Trenguices, Eduardo Prado Coelho, um dos mais versado opinion makers culturais portugueses (com tudo de bom e de mau que isso tem...) havendo mesmo quem a considere "um dos momentos fundamentais da vida literária portuguesa".
O Programa está aqui. Este ano passarão pela Póvoa de Varzim grandes nomes do mundo literário, como o poeta poveiro Aurelino Costa, mas também Vergílio Alberto Vieira, Fernando Pinto do Amaral, Xavier Queipo, José Manuel Fajardo, Cármen Yañez, Rodrigo Guedes de Carvalho, Guita Júnior, Karla Suarez, e consagrados como o excelente Mário de Carvalho e a super-estrela Luís Sepúlveda, . Uma das actividades mais relevantes é o do convívio com a comunidade. Como todos sabemos, a maior parte das manifestações culturais cultivam um certo distanciamento entre os "imortais" que vêm as suas obras retratadas e os "reles mortais" que lá vão aprender alguma coisa... No "Correntes de Escritas" não se verifica isso, estando previstos diversos contactos entre autores e alunos dos diversos estabelcimentos de ensino poveiros. Não haverá uma fórmula perfeita para cativar os mais jovens para a leitura, mas pô-los em contacto com os autores será, porventura, a forma mais acertada de os motivar para entrarem no mundo dos livros.
Dupont