segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Joe Berardo

O debate público à volta da colecção de arte do Sr. Comendador Joe Berardo tem vindo a fazer gastar muita "tinta" na comunicação social. Eu, que não percebo nada de arte, seja contemporânea, renascentista, impressionista, dádá, surrealista ou outra qualquer, confesso a minha incredulidade perante o que se tem assistido.
Na minha humilde posição de cidadão, o assunto é muito claro:
1.- O Sr. Comendador foi comprando ao longo da sua vida um conjunto de obras. Não sei se o fez por gostar delas ou se por ver nisso uma forma de rentabilização das suas economias, facto que também não me parece particularmente relevante. A verdade é que juntou um conjunto de peças de relevante interesse.
2.- Tendo em conta a dimensão da colecção e a sua qualidade, o Sr. Comendador pretende encontrar um lugar para a expor.
3.- Tendo em conta essa sua vontade, terão existido negociações com o Estado Português no sentido de ser encontrado um local no nosso país onde a mesma possa ser exposta, mediante condições a acordar entre as partes.
4.- Segundo consta, as condições impostas pelo Sr. Comendador não são plausíveis de ser atendidas pelo Estado Português.
Perante este panorama, e parecendo haver a possibilidade de o Sr. Comendador encontrar noutros países as condições que pretende, julgo que o assunto é fácil de resolver. De acordo com o jogo da oferta e da procura, o Sr. Comendador deve colocar a sua exposição no local que melhores condições lhe oferecer, mesmo que esse local seja fora do país. Como cidadão português não tenho rigorosamente nada a opor a essa solução. Aliás, até acho que isso pode ser uma excelente forma de promoção do nosso país no exterior. Imagine-se aquela colecção exposta em Londres ou Paris sendo visitada por milhares de pessoas. Sabendo-se, como se vai saber certamente, que a mesma é propriedade de um português, isso constituirá uma grande promoção ao nosso país.
Perante estes factos cristalinamente simples, porquê tanta polémica?
Dupond