segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Jorge “arenga” Sampaio

Durante 10 anos, Jorge Sampaio foi especialista a dizer banalidades, a não actuar, a fazer discursos inconsequentes e cheios de lugares comuns. Numa palavra: ABORRECIDOS: inovação, qualificação, tecnologia foram palavras vãs na boca de Jorge Sampaio. Assim como as expressões grandiloquentes e sem qualquer efeito prático: "Não queremos apenas elites qualificadas, queremos portugueses qualificados porque não são só as elites que fazem um país, mas os portugueses em geral. Tentarei até ao fim do mandato qualificar os portugueses, inovar com os portugueses, nas empresas, nas escolas, nas tecnologias". Blá, blá, blá… Foi o que se viu.
De antologia foram estas palhas: “a elevada sinistralidade rodoviária depende, sobretudo, de uma atitude cívica e educacional” e “a GNR deve andar sem farda nos carros descaracterizados”, para surpreender os automobilistas que circulem em excesso de velocidade. Fez imensas presidências abertas. Não me lembro de nenhuma com consequências importantes para o país, para a região ou para a questão em foco.
O seu único objectivo ao longo do mandato foi agradar aos portugueses: “Tenho um dívida de gratidão com os portugueses que sempre me apoiaram de viva voz. Tenho de agradecer muito comovidamente aos portugueses porque tenho a noção de que sempre me trataram bem. Em todos estes anos nunca ouvi um insulto". Exerceu as suas funções com um olho na Constituição e os dois nas TVs não fosse haver algum sinal de desagrado dos “portugueses”. Nunca percebeu que a sua função era arbitrar, puxar para cima, estimular e não agradar nem, muito menos, agradecer aos portugueses por nunca o terem insultado?! Povo cordato, o português.
Haddock