sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Lucros da banca


A divulgação dos resultados do exercício de 2005 dos principais bancos portugueses causou um enorme sentimento de inveja no país. Os jornais fazem primeiras páginas sobre o assunto. Os sindicatos falam da forma abusiva como esses mesmos bancos tratam os seus colaboradores. O cidadão comum fica revoltado por ver "alguém" a ser bem sucedido no contexto de crise geral que vivemos. Alguns fiscalistas dizem que os Bancos pagam poucos impostos. Enfim, o tradicional chorrilho de disparates que é de esperar de um país mesquinho onde o mérito e o sucesso parecem ser um pecado do qual as pessoas se devem envergonhar.
Infelizmente, não consegui ver ninguém vir a público dar os parabéns aos dirigentes e colaboradores das instituições que conseguiram tais resultados pela sua performance. Mais, para mal dos nossos pecados, vemos pouca gente preocupada em analisar com alguma profundidade as razões que originaram estes extraordinários resultados, procurando assim alargá-los ao maior número de entidades públicas e privadas do país.
Por isso mesmo, deixamos daqui uma enorme saudação ao Millennium BCP, ao Banco Espírito Santo e ao Banco Português de Investimento pelo resultado dos seus lucros, que atingiram, no conjunto, cerca de 1.300 milhões de euros. O trabalho das equipas de gestão lideradas por Paulo Teixeira Pinto, Ricardo Espírito Santo Salgado e Fernando Ulrich merece um fortíssimo aplauso. Se quiserem de outra forma, eles são um enorme motivo de esperança de que Portugal, apesar da mesquinhez reinante, ainda pode ser viável. Para isso seria bom que todos lhes seguíssemos o exemplo.
Dupond