quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Marco António Costa

Os jornais do dia anunciam que Marco António Costa, actual líder da distrital do Porto do PSD, está a ponderar uma possível candidatura à liderança do maior partido da oposição. Trata-se de uma notícia que poucos esperariam, mas que mostra claramente que Marques Mendes não vai ter vida fácil.
Sobre a liderança do homem de Fafe parece haver a impressão consensual de que é de transição. Apesar dos bons resultados que o PSD conseguiu nas autárquicas e do resultado de Cavaco Silva nas Presidenciais, a verdade é que está por provar que o mérito desses bons resultados pertença ao líder do partido.
Com este pano de fundo, há vários cenários que tem vindo a ser esboçados, nos quais se encaixam nomes como os de António Borges, Manuela Ferreira Leite, Luis Filipe Menezes ou mesmo de Marcelo Rebelo de Sousa. Ora, Marco António Costa, que ainda é relativamente jovem, nunca foi apontado como sendo um possível líder do PSD.
Assim sendo, qual será a razão de aparecer, neste momento, a notícia da sua disposição para se abalançar a tal lugar? Penso que há 3 razões para isso:
1.- Marco António Costa tem vindo a subir na hierarquia do partido de forma algo fulgurante, tendo conseguido, em todos os lugares, deixar uma marca positiva, especialmente quanto aos resultados alcançados. Ora, a liderança do partido seria um corolário de uma cavalgada encetada há muitos anos na JSD.
2.- Marco António Costa tem estado aliado a Luis Filipe Menezes. Ao anunciar que a sua disponibilidade só será efectiva caso Menezes não avance, Marco António Costa, que sendo jovem ainda tem muito tempo à sua frente, está a preparar-se para avançar mesmo, se Menezes ficar em casa, ou caso isso não aconteça, para vir a tornar-se herdeiro do peso no partido que o autarca de Gaia tem conquistado. É que Marco Antónilo Costa conhece Menezes como ninguém e sabe que este terá muitas dificuldades em chegar, algum dia, a líder do PSD.
3.- Marco António Costa sabe que a sucessão de Sócrates na liderança do Governo poderá ainda não acontecer em 2009. Ora, se assim for, é necessário que alguém com o seu percurso, que ainda não é muito conhecido dos portugueses, faça um caminho de afirmação pública relativamente longo. Ora, nada melhor do que começar a fazê-lo desde já.
Dupond