sexta-feira, março 31, 2006

«Bloqueadores de camas»

A mania da optimização da gestão e da maximização da eficiência causa-me uma certa alergia, como muita coisa que sai da cabeça de gestores e economistas. Em nome do lucro tomam-se decisões frias e intolerantes, sem olhar para quem vai ser o receptor. As pessoas são tratadas como coisas, que se podem dispor e despejar, como se de um qualquer objecto descartável se tratasse.
A última versão desta paranóia capitalista veio da Inglaterra e foi capa no Times (ou aqui). O Royal College of Obstetricians and Gynaecologists rotulou os bebés que nascem com menos de 25 semanas de “Bed blockers”, que podemos traduzir por “bloqueadores de camas”. Porquê? Porque na opinião deste conselho médico, estão a ocupar as camas que poderiam servir a outros bebés mais viáveis. Isto, claro está, num contexto em que o Serviço Nacional de Saúde britânico atravessa uma profunda crise financeira, com despedimentos e encerramentos de valências.
Mas não se pense que é opinião única. Também o Royal College of Paediatrics and Child Health vai reunir-se no seu congresso anual para votar uma moção que considera “não ético” que se providencie cuidados intensivos a prematuros com menos de 25 semanas. Tal só acontecerá em situações muito específicas, num processo muito semelhante ao que existe, actualmente, na Holanda.
E os números? Bem, na Inglaterra nascem 800 bebés por ano nessas condições. Com 24 semanas, a taxa de sobrevivência é de 39% baixando para 17% com 23 semanas. O custo diário para manter vivo um destes recém-nascidos é de £1000 ou 1.330,00 euros, sendo certo que alguns dos sobreviventes ficam com sequelas que lhes retiram qualidade de vida.
Sinceramente, este tipo de discussão ultrapassa-me. Estar a ponderar a viabilidade, ou não, da vida de uma criança por causa da tesouraria do Ministério é algo que me deixa perplexo. Em tudo na vida, a prioridade tem de ser dada à vida humana. É isso que me faz ser contra a liberalização total da interrupção voluntária da gravidez, a eutanásia e a pena de morte.
Do ponto de vista da evolução humana isto é quase um mergulho no espírito puramente animal, em que a manada avança e os mais fracos ficam para trás… A diferença é que nós não somos animais e já evoluímos muito desde o tempo em que os anciões de Esparta mandavam atirar os bebés pouco promissores do alto do Monte Taygetos…
Efectivamente, anos e anos de evolução não podem levar a um comportamento perfeitamente desumano que é ver nascer uma criança, pousá-la num berço e ficar a olhar para ela e esperar para ver se ela se vai salvar ou não… E a pobre criatura ali fica, a lutar pela vida, sem apoio, sem ajuda, sem que um médico dela se aproxime porque alguém decidiu que fica muito caro tentar salvá-la…
Aprovar semelhante medida é mais do que legalizar actos criminosos e hediondos. É negar todos os valores em que a nossa civilização assenta. No fundo, é a negação de nós próprios.
Dupont

A arte de bem esconder

Ontem, 30 de Março, aterrou na minha caixa de correio o "Boletim Municipal de Vila do Conde", Janeiro/Fevereiro de 2006".
Numa coluna, logo na capa, explica-se que "ao encontro de sugestões e propostas entretanto recebidas, pensamos que é tempo de imprimir um novo estilo e desenvolver outras rubricas, sendo a mais notória alteração o facto de diexarmos de publicar agendas culturais e desportivas. Esta opção deve-se ao facto das informações se encontrarem facilmente nos locais habituais e terem ampla divulgação na imprensa e rádios locais".
Treta, claro. Como se pode ler logo no início deste post, o "Boletim" sai com quase três meses de atraso. Para que é que serviria, então, a dita agenda?
Depois, justifica-se o facto de passar a ser bimestral dizendo que tal acontece "por razões financeiras". Não duvido.
Mas há sempre o reverso da medalha: talvez, agora, com o dinheiro que se poupa com a não edição de seis "boletins", sobre algum para adquirir umas cadeiras e secretárias minimamente condignas para a Assembleia Municipal...
Dupont

Os barcos-zombie da África Ocidental




A não perder a reportagem da Greenpeace "Happiness: The Chinese zombie ships of West Africa". Aquela organização ecologista encontrou autênticas carcaças flutuantes, em funcionamento, ao largo da Guiné. A tripulação está literalmente presa àquela sucata, uma vez que as embarcações nunca acostam, sendo reabastecidas, em pleno mar, de tudo o que necessitem. Encontraram gente que há dois anos não punha os pés em terra... Aterrador!
Dupont

Azar...


Howard Kaloogian é um político americano, do Partido Republicano, em plena campanha para um lugar no Congresso. Para defender a posição governamental sobre a guerra no Iraque, colocou no seu website a foto que ilustra este post. Servia de prova, na sua opinião, de que as coisas em Bagdad estavam calmas e controladas.
Acontece que alguém na blogosfera achou estranha a foto e foi investigar. E veio a descobrir-se que, afinal, a imagem não correspondia à capital do Iraque mas sim a Bakirkoy, um subúrbio de Istambul, na Turquia. Confrontado com a "novidade", o candidato a congressista desculpou-se com o facto de não ter sido ele a colocar lá a fotografia...
Dupont

"Crime", disse ela?

Um advogado bastante mediático, exasperado com a lentidão da Justiça, escreveu isto numa peça processual:
"1 .Esta execução pende em juízo há mais de três anos, sem que se lhe veja o fim.
2. O Tribunal age com o mais veemente laxismo, sem nenhum respeito pelas normas processuais referentes a prazos, como se quisesse proteger a devedora relapsa que é a executada».
3. É francamente estranho o que está ocorrendo neste processo.
4. Onde os requerimentos de 3 de Novembro e de 15 de Novembro – já passaram mais de três meses – não lograram obter pronúncia.
5. A executada explora com sucesso um estabelecimento de strip-tease com bonitas bailarinas estrangeiras».
6. Não sabe a exequente se o favorecimento em que a omissão resulta tem alguma coisa a ver com isso, embora tenha a maior compreensão pelas fraquezas humanas.
7. O que sabe é que este negócio tem ondas e que a prosperidade que permite à executada pagar pode ser sol de pouca dura .

Termos em que R. Que prossiga a execução para completo pagamento da dívida exequenda."
A Magistrada do processo não gostou, sentiu-se ofendida e apresentou queixa-crime, por injúrias. Após a sentença do Tribunal Criminal de Lisboa, houve recurso e veio a Relação de Lisboa apresentar este acordão. Mas antes de o ler e ficar a saber o desfecho do caso, nada como tentar prever se o que ali está escrito é suficiente para ferir a honra e o bom nome de alguém. Então, caro leitor, se fosse juiz e recebesse um arrozoado destes sentia-se ofendido ou não? E não me estou a referir ao atraso no processo...
Dupont

Em vez de gatos, devia era atirar leões...

"Um jovem que não terá mais de 19 ou 20 anos tem, como “passatempo”, apanhar gatos em aldeias de Montemor-o-Velho e, depois, atirá-los do alto do castelo para a estrada, enquanto que um “comparsa”, com uma câmera de vídeo de um telemóvel filma “a cena” macabra para, posteriormente, a divulgar através de MMS (Sistema Multimédia de Mensagens) e também via Internet". No Diário de Coimbra.
Dupont

Penalty...

...é o nome do novo diário desportivo lançado pela Cofina. Para já é só em Espanha e apenas nas cidades de Barcelona e Madrid. Mas o lançamento em Portugal não está fora de hipótese. Ao Diário de Notícias, responsáveis d'O Jogo mostram-se preocupados, enquanto os do Record dizem estar preparados. Como ainda ontem aqui referia, dada a qualidade da nossa imprensa desportiva (futeboleira, para ser mais preciso...) isso era fantástico!
Dupont

quinta-feira, março 30, 2006

Marco António Costa

Tal como havíamos dito aqui, parece estar prestes a confirmar-se a candidatura de Marco António Costa à liderança do PSD.
As razões que então enunciamos permanecem perfeitamente válidas. Na verdade, e analisando aquilo que se está a passar, a única surpresa é a de perceber porque razão mais ninguém se parece querer interessar pela corrida à liderança do partido.
É verdade que as hipóteses de vitória são muito elevadas para quem quer que seja. É verdade que o exercício do cargo também não parece suficientemente interessante para ninguém, pois só existe o deserto da oposição como horizonte político do próximo mandato.
No entanto, há um capital que fica de reserva para o futuro que pode ser começado a amealhar já nestas eleições directas. MAC percebeu-o e decidiu avançar. Acho que faz bem, pois vai conseguir que o país o conheça melhor. O país mediático, que na política é muito importante, e do qual José Sócrates é um filho dilecto, precisa de ser alimentado com novas figuras. Ora, MAC, um desconhecido para a maioria dos portugueses, irá ocupar esse espaço que está vazio.
No que respeita às suas qualidades e à sua preparação para o cargo, penso que não é necessário teorizar muito. É verdade que MAC não é um académico nem será, talvez, uma pessoa intelectualmente brilhante ou dotada de uma cultura que o faça distinguir no panorama político português. No entanto, compensa isso com uma grande intuição política e uma capacidade de trabalho inesgotável. Na gestão da distrital do Porto conseguiu fazer sempre um equilibrio perfeito entre as várias sensibilidades e poderes internos do partido, sobressaindo em todas as ocasiões como um líder incontestado e actuante.
É difícil prever como será o seu desempenho nesta missão. Sabe-se que terá largas franjas do partido e do país a desconfiar dele, como sempre desconfiam de quem parte das trincheiras do norte à conquista do poder. No entanto, penso que a sua capacidade de luta e intuição política o tornarão numa agradável surpresa. Mais do que isso, aconselho todos a seguir com atenção a disputa que se anuncia, pois a surpresa que se viu em Pombal (com o "antecipadamente derrotado" Menezes a chegar aos 45%) pode repetir-se.
Dupond

Digno do Rei!


Aí está o novo brinquedo do Vítor Baía, o Mercedes SLR. São 600.000 euros de automóvel. Muito bem! Apenas a excelência para o Melhor dos Melhores. JN
Dupont

M&Ms

Marco António poderá defrontar Marques Mendes nas eleições para a Presidência do PSD. Diário Digital.
Dupont

Casper Weinberger

Este post, sobre a morte de Casper Weinberger, o temível Secretary of Defense do consulado de Ronald Reagan, deveria ter sido escrito na terça-feira. Não o foi, apenas para confirmar que tratamento esta notícia iria receber da comunicação social escrita portuguesa. O que espereva encontrar foi exactamente o que previra: o obituário da praxe, provavelmente traduzido e resumido de uma qualquer agência internacional. No DN e no Público, meia dúzia de linhas, sem nada de relevante, algo de perfeitamente natural num país afogado por uma omnipresente e omnisciente comunicação social de esquerda.
No entanto, e na sequência do que já por aqui dissemos aquando das mortes de Reagan e do Papa João Paulo II, convém não esquecer o papel fundamental que gente como esta teve no fim do regime comunista. A Weinberger se deve muita da estratégia norte-amerciana no palco mundial, nomeadamente na vitória, por KO, no braço de ferro militar que disputou com a antiga União Soviética e que iria provocar a queda dos regimes que se abrigavam atrás da Cortina de Ferro. A sua estrarégia foi simples e genial (como todas as coisas simples...), levando atrás de si o Congresso e o Senado, ambos controlados, na altura, pelos democratas: aumentar desmesuradamente o poderio militar norte-americano. A acção verificou-se em várias frentes, mas a mais mediática terá sido o projecto "Guerra das Estrelas". E fê-lo não para que os EUA fossem vencedores em caso de conflito, mas sim para obrigar a URSS a acompanhar a parada - coisa que não conseguiu e que, no fundo, "Cap", como era conhecido, já bem sabia. E o Bloco de Leste implodiu! Só por isso, caso mais não houvesse, já Casper Weinberger mereceria um lugar de destaque na História.
Também já o disse na altura e volto a repetir: esta raça de políticos está em extinção. Não sei se é bom ou se é mau. Mas é um facto.
Dupont

Há gente que nunca vai ter vergonha na cara!!!


Luís Figo, um dos melhores jogadores portugueses e europeus de sempre, tem tanto de genial como de alcoviteiro, aldrabão e trapaceiro.
Começou a carreira internacional assinando por dois clubes ao mesmo tempo... IMpedido pela UEFA de jogar em Itália, o Barcelona deu-lhe a mão, acarinhou-o e elevou-o à condição se super-estrela. Na hora de olhar para o cheque, mandou o clube às malvas e tratou de assinar pelo rival Real Madrid. Era a promessa eleitoral de Florentino Perez, um homem de palavra, que, pese embora alguns resultados desportivos desoladores, ofereceu muitas alegrias à afficcion e tornou o clube no mais rico do Mundo. Mas eis que um treinador recentemente contratado não morre de amores pelo luso e é vê-lo, de abalada, para o Inter, onde continua, naturalmente, a brilhar em campo.
E Figo deve ter pensado: "agora que o Florentino saiu e já não me pode incomodar, vou dizer umas verdades"...
Vai daí, invocando a formalidade de ser sócio, chama "circo" à equipa do clube que lhe pagou o robusto ordenado e onde ainda militam muitos dos seus ex-colegas de equipa, a começar por Raul, seu amigo íntimo. Acusa o ex-presidente de só ter "contratado por contratar", embora ressalve, claro, que isso só aconteceu três anos depois de ele prórpio lá ter chegado...
Entretanto, convém relembrar o romance que foi a sua relação com a Selecção Nacional, em que fez birra para não participar na fase de qualificação - uma trabalheira entediante!... - e só aparecer no final, prontinho para desfilar na passerelle do Mundial da Alemanha.
Luís Figo, enquanto homem envergonha-nos na proporção inversa do que nos orgulha enquanto jogador.

Outro pormenor: atente-se na capa. O jogo Benfica-Barcelona teve direito apenas a uma chamada na parte superior. A Marca, para quem não sabe, é o orgão oficioso do Real Madrid, o que explica muito... É que lá, como cá com o Record, a Bola e o Jogo, o jornalismo desportivo também é uma nódoa.
Dupont

Os «castrati»

Quem viu o excelente filme de Gérard Corbiau "Farinelli, Il Castrati", de 1994, sabe perfeitamente o que era um "castrati": cantores líricos, que, em criança, sofriam a violência de uma castração (com o instrumento que a imagem mostra...), com o objectivo de atingirem interpretações vocais incomparáveis. É que, assim, nunca atingia a maturidade sexual, pelo que a voz permanecia aguda e não grave, pois a laringe não se desenvolvia. Tudo terá começado com a proibição das mulheres cantarem na igrejas, sendo tal falha compensada com os ditos jovens castrados. Alturas houve em que cerca de 4000 jovens eram castrados com o fim único de obterem fama e riqueza através do seu canto. O mais famoso de todos foi, sem dúvida, o mencionado Farinelli, Carlo Broschi de seu nome.
Vem isto a propósito da exposição "Handel and the Castrati", patente no Handel House Museum, em Londres, até Outubro e onde se procura mostrar o que era a vida destes homens, nos séculos XVII e XVIII, sendo certo que o último dos "castrati" morreu já no século XX. Chamava-se Alessandro Moreschi e foi o único a ter a sua voz gravada para a posteridade. Um excerto da gravação pode ser ouvida aqui.
Como bem refere o artigo da BBC, a violência feita nas crianças era inqualificável, mas tem algum paralelo nos dias de hoje, com a mania das crianças-vedetas. Como sempre, parece que nada aprendemos com o passado...
Dupont

"I did not have sex with that woman Miss Stone" - Hillary Clinton

"I think Hillary Clinton is fanstastic. But I think it's too soon for her to run. This may sound odd, but a woman should be past her sexuality when she runs. Hillary still has sexual power, and I don't think people will accept that. It's too threatening."
No Human Events.
Dupont

Brokeback Mountain vence prémio cinema gay

Foi o prémio da "Gay and Lesbian Alliance Against Defamation's (GLAAD)".
Não percebo como é que estas coisas acontecem!... Então a crítica cinéfia portuguesa não se fartou de dizer que "O Segredo de Brokeback Mountain" não era um filme gay?
Dupont

Ainda a Paz-versão-ETA







El Roto, para EL Pais.
Dupont

quarta-feira, março 29, 2006

Margaridinha

Maragarida Rebelo Pinto, a tal escritora que recebe prémios pela quantidade de livros vendidos e não pela qualidade da escrita, está muito zangada com o João Pedro George, do Esplanar.
Segundo dizem os jornais de hoje, a "autora de livros" ficou indignada pelo facto de o JPG pretender colocar sob a forma de livro a crítica que havia feito no Esplanar à obra da MRP e que, em devida altura, aqui chamámos à atenção. E, como não pode atacar o conteúdo, demolidor, diga-se, opta por injectar veneno: não quer que o seu nome, que é uma marca registada (!), apareça na capa de outro qualquer livro. Muito menos ao lado do seu, digo eu... E que, portanto, o que o JPG quer é fazer dinheiro à sua custa. O que é verdade, mas ela é que se pôs a jeito...
A obra da Margaridinha é aquilo que todos sabemos: um chorrilho de lugares comuns, num processo autofágico, como expõe JPG. Na verdade, MRP chega ao desplante de transcrever páginas inteiras de um romance para outro. A explicação mais óbvia para isto nunca ter sido notado só pode ser explicado pelo nível intelectual dos seus leitores compulsivos, aqueles que devoram livro atrás de livro, tal qual fazem com os hamburgueres do McDonalds..
O autor defende-se, obviamente, com a liberdade de expressão e o editor, o vilacondense valter hugo mãe, chega a dar umas bicadas ao comparar o comportamento de MRP com a fúria censória a propósito dos cartoons de Maomé.
Bem, no fim de contas, quem deve estar a agradecer aos deuses esta publicidade gratuita é o valter hugo...
Dupont

Eclipse

Quem foi o desgraçado que anunciou um eclipse parcial para hoje no território português? Cá em Vila do Conde foi total, c'os diabos!
Dupont

Springsteen de volta


Um ano após o brilhante "Devils & Dust", Bruce Springsteen está de volta, com "We Shall Overcome: The Seeger Sessions". Pela primeira vez na sua carreira, o "Boss" assina um disco de covers. O visado é o cantor folk Pete Seeger, compagnon de route de lendas como Leadbelly e Woody Guthrie, nos anos 40 e 50 do século passado. Aliás, Springsteen já havia patrocinado "Folkways", também um álbum de versões de músicas de Guthrie. Desta vez, o homenageado é mais do que um mero songwriter, antes um cantor de intervenção, com conhecidas ligações à esquerda norte-americana, nunca fugindo a divulgar os seus ideais socialistas.
Bruce Springsteen já havia gravado um tema de Pete Seeger, "We Shall Overcome", em 1998, precisamente o que dá nome a este trabalho (download). Segundo o press-release, a E-Street Band não aparece. Os músicos que compõe a Seeger Sessions Band são: Springsteen (guitarra, harmónica, orgão B3n e percussão), Sam Bardfeld (violino), Art Baron (tuba) Frank Bruno (guitarra), Jeremy Chatzy (baixo), Mark Clifford (banjo), Larry Eagle (bateria e percussão), Charles Giordano (orgão B3, piano e acordeão), Ed Manion (saxofone), Mark Pender (trompete), Richie "La Bamba" Rosenberg (trombone) e Soozie Tyrell (violino). Lisa Lowell, Patti Scialfa, Springsteen, Pender, Tyrell, e Rosenberg são responsáveis pelas backing vocals.
Os temas escolhidos são: Old Dan Tucker, Jessie James,Mrs. McGrath, Oh, Mary, Don't You Weep, John Henry, Erie Canal, Jacob's Ladder, My Oklahoma Home, Eyes On The Prize, Shenandoah, Pay Me My Money Down, We Shall Overcome, Froggie Went A-Courtin'.
Conforme refere o próprio cantor, a gravação é completamente "ao vivo". Ou seja, comentários e indicações de e entre os músicos são perfeitamente audíveis. Foram apenas três dias: um em 1997, outro em 2005 e, finalmente, o último em 2006. Como a edição é em Dual-Disc, no verso do CD estará disponível um DVD com imagens da gravação do álbum. Para divulgar o disco, Bruce Springsteen agendou oito concertos na Europa, todos em Maio. O mais perto de nós será em Badalona, a 14 de Maio. Um bocadinho longe...
Enfim, será um disco diferente, quase diríamos único, numa viagem musical por aquilo a que normalmente se chama "Americana" e que remete para as raízes mais profundas dos EUA.
Dupont

ASBO e as leis populares

O Governo lançou, de uma assentada, pazadas de leis, cobrindo quase todos os quadrantes da vida dos portugueses, desde a Saúde à Justiça, passando pela Administração e até pela Internet. Por uma questão estritamente de formação pessoal, desconfio sempre de medidas concretas. Já aqui o disse, várias vezes, n’O Vilacondense. Em resumo, diria que não só defendo que a política do Governo tem de ser global e não específica, como este tipo de medidas podem ser populares mas não resolvem nada, porque o “sistema” mantém-se e tende a piorar. Por exemplo, perguntem a qualquer profissional da Justiça a opinião que tem sobre a reforma específica do processo executivo (essencialmente, o cumprimento factual das decisões, em especial as penhoras) e a criação dessa nova figura que dá pelo nome de Solicitador de Execução…Um desastre com proporções nacionais e ainda não inteiramente quantificadas! Isto porque em vez de se pensar tudo de base, se resolveu inventar no topo… Mas não é só por cá que esta mania das ideias avulsas traz consequências imprevisíveis.
“ASBO” é o acrónimo de “Anti-social behaviour order”. Trata-se de uma decisão judicial britânica, de carácter civil, que visa e dirigida a pessoas que possam causar alarme, assédio ou aflição às pessoas que com ela vivam no mesmo agregado. Em suma, visa-se proteger a vítima perante ataques do acusado. Apesar da sua natureza civil, o certo é que o comportamento em causa tem de implicar atitudes criminalmente relevantes e a sanção pelo desrespeito ao “asbo” leva a penas do foro criminal. Esta medida apareceu em 1998 e o seu campo de aplicação tem sido sucessivamente alargado, incluindo, agora, colocação ilegal de cartazes, vandalismo, entre outros comportamentos não exactamente de relevância penal. Até agora, já foram emitidos alguns milhares de “asbos”. Para mais pormenores, ver a definição na Wikipedia.
O problema é que as autoridades estão a perder o controlo. Agora, há quem peça um “asbo” por tudo e por nada…
Exemplifica o Sunday Times no extenso artigo "Why Britain has gone...ASBO Crazy"que Caroline, de 27 anos, foi alvo de um porque apareceu à porta em roupa interior; Stefan, de 42, levou com outro porque andava a mudar a mobília de casa e fazia barulho; Kim, de 24 anos, foi alvo de um “asbo” para que não voltasse a tentar suicidar-se atirando-se para a água; o realizador de cinema Paul Weilland (“Mr. Bean”) também recebeu um por ter as sebes do jardim muito altas…e por aí fora.
E isto é assim porque o “sistema” não funciona: apenas 3% dos pedidos são indeferidos. Isto acontece porque não há aquilo a que usualmente se chama “ónus de prova”. Ou seja, ao alegado ofendido basta-lhe acusar o vizinho de uma série de comportamentos, sumariamente elencados numa folha de papel, e eis um “asbo” prontinho a sair! E uma vez sentenciados, podem durar até cinco anos…E, depois, ainda há o desvirtuamento do sentido daquela norma: há mulheres que deduzem “asbos” contra os maridos, colegas de trabalho se acusam uns aos outros, professores a lançarem “asbos” contra alunos insurrectos, etc, etc.. Os exemplos, a maior parte deles caricatos, são às dezenas.
Mas, o pior, é que o sistema…não funciona. Nos locais onde mais se requerem “asbos” impossível fazê-los cumprir. As forças policiais são insuficientes e aquilo que as pessoas querem, uma punição efectiva, só acontece após várias violações. Ora, ninguém quer andar sempre a chamar a polícia para participar que houve um “asbo breach”, até porque a maioria dos visados são adolescentes e nem sequer se deixam apanhar… Como se refere no artigo, talvez tivesse sido uma boa ideia ter-se começado por uma localidade-piloto e analisar os efeitos na sua população…
A verdade é que esta parece ser uma excelente ideia Haver uma forma de impedir que um vizinho ponha continuamente a música aos berros ou, no local de trabalho, que alguém goste de dar sapatadas na cabeça dos colegas, é algo que qualquer um de nós já invocou alguma vez na vida. O problema é quando as coisas tomam rumos imprevisíveis e, em vez de se cumprir a lei, se começa a usar a lei em benefício próprio, desvirtuando, completamente, o seu espírito. Para isso, há que saber pensar, saber ponderar e estudar e não ir atrás das soluções eleitoralmente mais vantajosas. O tempo e a qualidade da resposta são factores que raramente andam de mãos dadas. Como diz o povo "depressa e bem há pouco quem".
Dupont

Escrever à mão está out!

Segundo o BBConline, metade das comunicações escritas são feitas através de email, 29% através de sms e apenas 13% são fietas recorrendo a papel e caneta.
Não me espanta nada. No meu caso, há muito que não escrevo o que quer que seja, pela minha mão, se exceptuarmos tomada de notas ou apontamentos. E, então, com esta história dos palmtops, até os SMS ganharam outra dimensão...
Dupont

Billy Bragg

Para quem gostar, como nós, do cantor britânico de intervenção Billy Bragg, o Guardian oferece para download o mp3 da música "The lonesome death of Rachel Corrie". Bragg já fez melhor. Muito melhor, diga-se.
Dupont

Sorte, sorte e mais sorte!...


"El Barça deja vivo el Benfica", titula a Marca.
"At times, given the fluidity and ambition of their attacking play, Barcelona gave the impression of being the home team", desabafa o BBCOnline.
O Barcelona teve tudo: mais tempo de posse de bola, mais oportunidades, melhores jogadas, enfim, um domínio absoluto. Mas a sorte parece não abandonar os lampiões: avançados do Barça a falharem de baliza aberta, duas bolas no ferro, Moretto a errar estrondosamente sem ninguém aproveitar, um árbitro que realmente não viu um penalty a favor do Benfica mas também fez vista grossa a incontáveis faltas a favor da equipa da Catalunha.
Com este inesgotável maná de sorte que parece não abandonar o SLB - basta recordar os jogos com o Manchester United e o Liverpool - até são bem capazes de chegar ao intervalo, em Camp Nou, a 0-0...
Uma palavra para Deco, absolutamente genial. Aliás, esta imagem diz tudo.
ADITAMENTO: ver a escolha do benfiquista vilacondense Mário Azevedo para "O melhor jogador do Benfica", no Segundo Andamento.
Dupont

14º Curtas de Vila do Conde

"A organização do Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema anunciou terça-feira que já recebeu mais de 1.500 filmes candidatos à 14ª edição, que decorre entre 8 e 16 de Julho.". Diário Digital.
Dupont

terça-feira, março 28, 2006

Linguagem de um partido "sexy"

O líder do CDS-PP considerou, esta terça-feira, positivo o programa de simplificação administrativa apresentado pelo Governo, não resistindo, porém, ao trocadilho: «Se o Simplex for verdadex, é bonzex».
Dupond

Não, Haddock, são apenas 329...

332-Afinal, quem é que ainda não tem uma caixa de email grátis?
331-Os Advogados e Solicitadores já fazem reconhecimento de assinaturas e autenticação de fotocópias desde o tempo do Governo de António Guterres...
330 - O DR também já é de graça. Basta saber procurar...
E deve haver mais...
O que não quer dizer que não haja, ali, muitas ideias interessantes. O que não vale a pena é enganar a malta...
Dupont

Afinal são, apenas, 332

Ontem, o Primeiro-Ministro, José Sócrates, presidiu à apresentação do Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa para 2006.
Foi anunciado o programa Simplex cujas 333 medidas que ocupam um pdf de 89 páginas.
Consta do programa 333:
ERA UMA VEZ UMA MATRÍCULA NO ENSINO
BÁSICO E SECUNDÁRIO

Eliminar a obrigatoriedade de renovação
anual de matrícula escolar dos alunos dos
ensinos básico e secundário que permaneçam
no mesmo estabelecimento de ensino.
Na maioria das escolas, a partir do início
do próximo ano lectivo
.

E tudo estaria bem, não fosse o Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos andar a dormir na forma.
No DR nº58 de 22 de Março de 2006 é publicado o Despacho n.° 6539/2006 (2ª série) que vem introduzir burocracia onde não existia. Ora vejam:
...
Nestes termos, determina-se:
É aditado ao despacho conjunto nº 373/2002, de 27 de Março, publicado no Diário da República, 2ª série, de 23 de Abril de 2002, alterado e republicado pelo despacho nº 13765/2004, de 8 de Junho, publicado no Diário da República, 2ª série, de 13 de Junho de 2004, o n.° 2.11 com a seguinte redacção: «2.11 — Aos cidadãos nacionais residentes no território nacional maiores de 18 anos é exigida, no acto de matrícula ou no de renovaço de matrícula, a apresentação do cartão de eleitor» 6 de Março de 2006, — O Secretário de Estado da Educação, Valter Victorino Lemos.
Afinal, em que ficamos? Elimina-se a renovação de matrícula ou exige-se um novo documento, no caso, o cartão de eleitor?
Haddock

Sem palavras!!!...


Sugestão: a quem quiser visualizar este pequeno documentário, aconselho clicar em "play" e logo em seguida em "pause" e esperar que o filme carregue antes de o visionar, para não haver interrupções causadas por um buffering lento.
Dupont

Pensar os partidos

Pedro Magalhães, do Margens de Erro, no Público:
«O que representa e que lugar ocupa o PSD? A resposta não é evidente. Mais evidente é que, sob a liderança de Cavaco Silva, o PSD se transformou numa manifestação acabada daquilo a que, num famoso artigo de 1995, Richard Katz e Peter Mair chamavam o "partido-cartel", caracterizado pela simbiose entre os quadros do Governo e do Estado e a liderança partidária de topo, pela emergência de uma clivagem entre essa liderança e uma cada vez mais autónoma elite intermédia de líderes regionais e locais e, finalmente, por conflitos internos que têm a ver muito menos com a representação de interesses de segmentos concretos do eleitorado do que com as melhores estratégias para obter e repartir cargos e poder.
Esta sua natureza de "partido-cartel" é, aliás, o maior impedimento a que o PSD se possa assumir, como alguns lhe vão pedindo, como um partido mais claramente liberal do ponto de vista económico.»
Luís Delgado, no Diário de Notícias:
Convém ser claro, mas sem magoar Marques Mendes: ele nunca será um grande líder, porque lhe falta tudo para essa função: carisma, empolgamento, ideias e força. Mendes é, e sempre será, um óptimo número dois do partido, um arrumador da casa, um contador de militantes, um organizador das bases, um substituto do que há-de vir, mas nunca, jamais, um líder nato.
(...)
A manter-se tudo, o PP será um clone do PSD, mas pequenino e sem garantias de resistência. A quem agradaria tudo isto? A Marques Mendes e a José Sócrates. Um não se mexeria e o outro faria o que bem entendesse, como até agora.
(...)
Sócrates mete Marques Mendes e Ribeiro e Castro no bolso.
Dupont

Um assunto de burros


O burro mirandês é uma espécie autóctone, fazendo parte das raças asininas protegidas pela União Europeia. Existe, até, a Associação para o Estudo e Protecção da Raça Asinina Mirandesa.
Bem, tudo parecia calmo até chegar a notícia de que os subsídios para a manutenção desta raça iriam...acabar. Os criadores, que são mais de mil, não gostaram nada e muitos já anunciaram que iriam desistir da produção dos animais.
Se fosse só isto já era preocupante, mas o pior é que a Espanha está mesmo ali ao lado de Miranda do Douro e as coisas sabem-se... É que pelos lados de Castela também existem burros a proteger, como os da raça zamorana-leonesa. Por lá, os apoios chegam da União Europeia, mas também há ajudas da própria Deputação de Zamora, que lhes atribui 180 euros anuais por animal. Assim apoiado, o negócio vai de vento em pôpa.(Ver Público e Diário de Trás-os-Montes)
O nosso país sempre foi pródigo neste desbaratar de riqueza, na inversa proporção do que a Espanha jamais deiou de fazer. Se, de um modo geral, sempre nos temos mostrado contrários à política cega de subsídios, a verdade é que, aqui, não se trata disso, mas antes da protecção de um animal de uma raça única. Ou seja, em vez de protegermos o que temos de original e valioso, optamos por encolher os ombros e achar que tudo isso não passa de uma enorme maçada...
Entretanto, do outro lado da fronteira, espera-se sentado. Um dia ainda vamos pedir-lhes para fazerem uma OPA. Não sei é se é possível ou se estão interessados em comprar burros...
Dupont (Imagem: Trenguices)

Naquele ano aconteceu...

Uma alternativa à listagem clássica: desta vez, a ordenação cronológica é feita com base nos acontecimentos narrados em filmes. Por exemplo, veja-se 1963:
  • Goodfellas
  • Full Metal Jacket
  • Integration of the University of Alabama (Forrest Gump)
  • Jack Twist and Ennis Del Mar meet and fall in love (Brokeback Mountain)
  • Charlie Babbit born (Rain Man)
  • Michael Myers murders his sister Judith and is committed to a mental asylum (Hallowe'en)
  • Dirty Dancing
  • JFK assassinated by... someone (JFK)
  • David Rhodes travels back in time to stop JFK's murder but is framed for it, and shot, or not, depending on the timeline (Running Against Time)
  • Two cowboys fall in love - aw (Brokeback Mountain)
A lista começa, obviamente, com a "A Bíblia" ("In the beginning... God created the heavens and the earth...") e segue com "A Guerra das Estrelas" ("A long time ago...in a galaxy far away...") e termina no ano 865,427,810 quando Alexander Hartdegen chega desde o ano 802,701 (no filme "A Máquina do Tempo"). Ainda há muito para arrolar, mas este The Movie Timeline é um achado!
Dupont

O novo «Batalha»


O cinema Batalha já reabriu há cerca de quinze dias. No sempre excelente A Cidade Surpreendente apresentam-se várias imagens do interior. À primeira vista, parece ter havido um trabalho meritório. A merecer uma visita, portanto.
Dupont

Mais um!

...Google Finance.
Dupont

Porque será?

"A região de Lisboa vai ter mais 65 novos hotéis nos próximos anos, caso se concretizem todos os projectos e intenções de investimento já anunciados. A maioria destes futuros hotéis (64,6%) são das categorias de quatro e cinco estrelas, com um total de 42 unidades, estando mesmo previsto um sete estrelas, o Sana Royal Torre Vasco da Gama, no Parque das Nações". No DN.
Dupont

Ele há cada problema por aí...


A CNN apresenta aqui uma reportagem sobre pessoas que sofrem de «sexsomnia - a condition that causes people to have sex in their sleep».
Ver a definição na wikipedia e um site exclusivamente dedicado ao tema.
Digam-me que isto não é verdade!...
Dupont

segunda-feira, março 27, 2006

Pontes pedonais sobre o Douro

O projecto de Adão da Fonseca, em 2000, era este e pode ser visto em pormenor aqui:



O novo projecto é este:


Para lá da questão da necessidade de uma ponte exclusivamente pedonal, julgo que o impacto visual da primeira opção era bem menor do que esta nova proposta. E não me venham dizer que é transparente e não se notará nada...
Dupont

«O Piolho» e a tertúlias


Após um longo período de obras, reabriu o "Piolho", um dos cafés mais emblemáticos da cidade do Porto. Local de paragem obrigatória para incontáveis estudantes e ponto de encontro para juristas a caminho do Palácio de Justiça, o "Piolho" marcou inúmeras gerações de académicos, que ainda hoje lá acorrem para matar saudades. A re-inauguração aconteceu a semana passada e contou com a presença de Carlos Brito, Paulo Morais e Germano Silva. (Imagem A Baixa do Porto).
As tertúlias, no Porto, continuam a crescer. Carlos Brito lidera a, talvez, mais conhecida, a do "Magestic", já que foi aí que teve o seu início. Os bloggers do Blasfémias estão lá quase todos, além de muita gente vinda do Grande Porto, Vila do Conde incluída, e de várias sensibilidades políticas.
Já agora: para quando o nascimento de uma tertúlia em Vila do Conde? Só é preciso um espaço, pessoas interessadas e interessantes, boa vontade e abertura de espírito. Os blogs já quase emulam essas reuniões, mas não há nada como the real thing. Alguém avança? Já agora, deixo aqui um repto:
"Abel Maia e Miguel Paiva,
Agora que V. Exªs estão "desempregados" e já que têm tanta estima um pelo outro, como parece resultar dos vossos escritos, que tal se unissem esforços e nos fizessem, a todos, um favor e marcassem, uma vez por mês, um restaurante, escolhessem um tema e telefonassem a uma dúzia de amigos?...
"
Faziam mais por este concelho do que podem imaginar...
Dupont

O JN está sempre em cima da informação!

"Valentim Loureiro sofreu um acidente, ontem à tarde, quando saía de Leiria e se preparava para aceder à auto-estrada do Norte (A1). O presidente da Câmara de Gondomar e da Liga de Clubes de Futebol tinha participado na cerimónia de colocação da primeira pedra do futuro Centro de Estágio da União de Leiria, mas, apesar do enorme susto, não sofreu quaisquer ferimentos.(...)
O Volvo danificado é propriedade da autarquia de Gondomar e tem mais de 200 mil quilómetros. Foi utilizado por Valentim na viagem por ter recebido dois convites enquanto autarca , da Junta de Freguesia do Monte Redondo e da Câmara de Leiria. Foi também convidado pela União de Leiria, pela qualidade de líder da Liga". JN
Perguntas:
1-Se o convite era para um evento desportivo, por que motivo uma Junta de Freguesia e uma Câmara Municipal enviaram convites ao Presidente da Câmara de Gondomar?
2-Qual é o interesse em saber que o veículo sinistrado tem 200.000 KM? Era diferente se tivesse 20.000?
3- E o que é que quer o "também" na frase "Foi também convidado pela União de Leiria, pela qualidade de líder da Liga"? Então não era esse o convite principal?
4-E desde quando é que se recebem três convites para a mesma festa, todos de entidades diferentes, situadas na mesma terra e a 200 km do convidado?
Menos explicações e eu até acreditava mais depressa...
Dupont

Prémio Turismo


O Prémio Turismo, do Instituto de Turismo de Portugal, foi atribuído ao "Cais de Gaia", assim o considerando "o melhor espaço turístico do país", segundo refere o "Público".
Com menções honrosas ficaram a "Requalificação do Porto de Pesca" da Póvoa de Varzim, o "Centro Cultural Vila Flor" em Guimarães, instalação do "Núcleo Provisório do Museu de Évora", o "Centro de Artes" de Sines e a reconversão do "Convento do Espinheiro".
Dupont

United Colors of Benetton

Jerónimo de Sousa à "Pública" de ontem:
"P - O seu clube de coração tinha que ser vermelho?
R- Não tinha de ser. Aliás a minha filha é do Porto e o meu neto é do Sporting..."
Dupont

No comments

Jerónimo de Sousa à "Pública" de ontem:
"O Mantorras é uma figura que entra no coração de qualquer benfiquista. Não há volta a dar-lhe. Ele conseguiu este fenómeno espantoso de uma grande empatia com a massa associativa e os adeptos do Benfica. Superou um processo doloroso relacionado com a lesão no joelho, entrou em momentos decisivos para o Benfica e criou este mito de resolver, "in extremis", as partidas. Mas isto não surgiu por causa dos golos que o Mantorras marcou. É a sua generosidade. Ele é um querido, passe o termo (...)".
Dupont

Mais uma ideia genial...

A Marvel, empresa detentora dos direitos de boa parte dos super-heróis de banda desenhada que conhecemos (Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Hulk, Capitão América, DareDevil, entre outros) e a DC Comics (Superman, Batman, Flash, Liga da Justiça, Starman, Wonderwoman e mais) detêm o direito ao uso da expressão "super-herói". Mas, segundo parece, há uma acção a correr para que tal lhes seja retirado, uma vez que se tratará de uma expressão do domínio público. LA Times.
Dupont

Nostalgia


Para quem quiser reavivar as memórias sonoras - e não só!... - dos anos 80 pode ir até ao blog Queridos Anos 80. Um achado! Tem a correr o vídeo "A Forest", dos The Cure e depois, bem, depois há coisas como esta que aqui podem ver: Nik Kershaw, então e agora! "I won't let the sun go down on me!" cantava o rapaz. Pois... 'Tá visto...
Dupont

sábado, março 25, 2006

Bom fim-de-semana

Tim Burton's Vincent

Em 1982, Tim Burton realizou a sua primeira animação stop-motion, "Vincent". Conta a história de um miúdo com estranhas fixações: "Vincent Malloy is seven years old / He's polite and always does as he's told/ For a boy his age, he's considerate and nice /But he wants to be just like Vincent Price". Além disso, tem uma paixão pela obra fantástica de Egar Allan Poe. Tudo isso faz com que tenha uma visão muito particular da realidade...
"Vincent" é a preto e branco, dura apenas seis minutos e é uma pequena-obra prima. Toda a estética de Burton, desenvolvida ao longo dos filmes que desde então realizou, já ali estava, o que confirma a fama de visionário e revela uma enorme homegeneidade conceptual. A rematar, a narração é do próprio Vincent Price, que haveria, mais tarde, de participar no fabuloso "Eduardo Mãos-de-Tesoura". A letra está aqui, no RollCamera.
Sugestão: a quem quiser visualizar esta curta-metragem aconselho clicar em "play" e logo em seguida em "pause" e esperar que o filme carregue, antes de o visionar, para não haver interrupções causadas por um buffering lento.
Dupont

Um regresso

O six, do Vila do Conde Quasi-Diário, bem tentou uma clínica de reabilitação para conseguir uma desintox da blogodependência. Mas este junkie blogosférico não conseguiu... E ainda bem. Welcome back!
Dupont

sexta-feira, março 24, 2006

E se Jardim tiver razão?

A maçonaria “nunca teve tamanha representação internacional”, mesmo que mudem os governos “a maçonaria estará sempre presente”. “Independentemente do poder político, a maçonaria regular tem cada vez mais peso na sociedade portuguesa”, “caso contrário, cada vez que mudasse um governo, teríamos dificuldades com essa mudança”. (José Manuel Anes grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal, aqui)

Por vezes recorremos aos maçons que estão no poder, mas não recrutamos em função de quem lá está. Nem vale a pena porque os Governos mudam!”. (Álvaro Carva, Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa, aqui)

Foi este poder não democrático, que não resulta de eleições, que se mexeu para que o governo caísse. É uma pouca vergonha.” (Alberto João Jardim, referindo-se aos "interesses corporativos do capital, comunicação social, justiça e maçonaria")

Os que o atacam,“Porque também têm as suas ligações à maçonaria irregular, ao Grande Oriente Lusitano”, defendem “o imperialismo e a anexação de Portugal pela Espanha”. “Os espanhóis estão a tomar conta de Portugal», «é o imperialismo pelas mãos da maçonaria e do grupo de Macau que domina o PS”. (Alberto João Jardim, aqui)

General Alcazar

Com que então foi penalty, hem?


Podem ver a sequência completa n'O Dragão.
Dupont

«The Life Pursuit», Belle and Sebastian

Ao sétimo álbum os Belle and Sebastian não atingem o céu, mas ficam lá muito perto. Para quem conhece o som desta banda escocesa, “The Life Pursuit” é um trabalho mais puro do que o anterior “Dear Catastrophe Waitress”, que nos foi servido com um som mais trabalhado, sem dúvida por via da produção de Trevor Horn.
Agora, a reinvenção dá-se com uma visita ao glam-rock e à soul dos anos setenta, sem esquecer aventuras estranhas como “Spirit in the Sky”, dos Doctors and The Medics, que parece ressuscitado no terceiro tema, “The White Collar Boy”… Logo a seguir, em “The Blues are STill Blues”, é outro fantasma que regressa, o dos Roxy Music de Brian Ferry e amigos.
As canções da banda são pérolas do pop. Aparentemente simples, melodiosas sem serem melosas, debitando um som cristalino e “limpo”. Os temas das letras são retirados de situações do dia-a-dia, mas muito mais exploradas do que é costume. Efectivamente, as letras continuam longas, contando histórias e desventuras amorosas, aqui e ali polvilhadas com algum humor. Ás vezes, a conjugação entre a letra, a voz e a música é de tal modo perfeita que chega a irritar. Veja-se o segundo tema, “Another Sunny Day”: “ANother sunny day, I met you up in the garden / You were digging plants, I dug you, beg your pardon/ I took a photograph of you in the herbaceous border / It broke the heart of men and flowers and girls and trees”… Mais cor-de-rosa é impossível!
Um bom álbum, que anda a disputar a primazia no leitor de CDs com “Comfort of Strangers”, de Beth Orton.
Dupont

A merecer atenção...

"(...) O capitão Marques Dias, da GNR, depois de salientar que nas décadas de 70 e 80 a violência dentro dos bairros se devia, em grande parte, a acções de carácter sindical, explicou que esses mesmos locais são, actualmente, pontos quentes onde se encontram pessoas vítimas de exclusão social e financeira.
"O aparecimento de uma farda [nos bairros problemáticos] é considerado uma provocação", disse o mesmo responsável, que depois considerou, na zona de Lisboa, Amadora, Loures, Oeiras, Cascais, Sintra, Vila Franca, Almada e Montijo como os locais mais violentos. Na região do Porto foram apontadas as áreas de Matosinhos, Maia, Trofa, Valongo, Gondomar, Gaia, Vila do Conde e São Mamede de Infesta".
in Público, 23 de Março de 2006 (texto integral)
Dupont

Tudo na hora...

José Sócrates anunciou uma série de medidas que visam melhorar o dia-a-dia dos portugueses. "Empresas na hora", "Marca na hora", "licenciamentos na hora". Acho bem, apesar de isto me recordar, sabe-se lá porquê, slogans de uma empresa de entrega de pizzas...
A verdade é que Sócrates é perito nesta arte de governar com actuações em concreto. No fundo não resolvem nada, mas dão uma ideia ao cidadão comum que o Governo trabalha que se farta. As grandes linhas programáticas, nessas não se mexe muito, ou, quando tal acontece, dá para o torto... Era o actual Primeiro-Ministro um simples elemento do Governo de António Guterres e já exibia vontade de mostrar serviço recorrendo a esta técnica. No fundo, o que acontece é que, em vez de se mudar o sistema, actua-se no interior do mesmo, procurando, desse modo, melhorá-lo.
É óbvio que este tipo de actuação dá frutos, pois até parece que se está a pensar nos problemas reais dos portugueses. A realidade é que não é isso que acontece. Estas medidas avulsas e concretas não contribuem, em nada, para a resolução do problema. Amenizam a dor do paciente, mas não o curam.
Vejamos um exemplo. Diz o Público que "o licenciamento na hora" começará por um "projecto-piloto em Odivelas", que [António] Costa espera poder "alargar a todos os municípios. O ministro ilustrou o tipo de obras abrangidas com o exemplo da abertura de um café; e salientou que não só os empresários serão beneficiados, mas também a carga burocrática para os municípios será reduzida".
A abertura de um café não é prejudicada pelas obras. O licenciamento camarário até pode demorar, mas o que realmente dinamita a paciência das pessoas é a quantidade de vistorias necessárias. Recordo-me de ouvir Paulo Morais dizer que, no Porto, para se abrir um estabelecimento no ramo da restauração, tinha de se recorrer a mais de duas dezenas de entidades para que dessem o seu parecer, começando pelos Bombeiros e acabando numa qualquer Inspecção-Geral da Qualidade-de-Qualquer-Coisa... Um "monstro", portanto. Assim, neste caso, o que a medida do Governo Socialista irá fazer é diminuir em um valor o número de burocracias necessárias. Cura alguma coisa? Claro que não! Mas até parece uma panaceia para os problemas do país...
Dupont

Se a estupidez pagasse imposto!...

Veio no Público que o Bloco de Esquerda se lembrou, agora, de propor umas medidas revolucionárias para o Direito de Família:
"O BE apresentou ontem um projecto-lei que possibilita que o divórcio seja decretado após três meses de reflexão com base na vontade de pelo menos um dos cônjuges. Na apresentação do diploma à comunicação social, Fernando Rosas disse que este projecto-lei "compatibiliza as mudanças sociológicas da família, do divórcio e do papel da mulher nos últimos 30 anos". Considerou que o projecto contribui para a modernização do Direito da Família e reforçou o "excelente exemplo da lei de Zapatero sobre o divórcio". Este projecto-lei exclui a apreciação de culpa.na partilha de bens, nenhum pode receber mais do que receberia se fosse casado em regime de comunhão de bens e adquiridos. Sempre que haja filhos menores, tem de ser iniciada previamente uma acção de exercício do poder paternal. As questões patrimoniais serão resolvidas através de acção de inventário prevista pelo Código de Processo Civil, quando não há acordo de partilha de bens".
A acreditar no conteúdo da notícia, algumas destas coisas já estão na lei. Como em muitas outras situações, o que falta é pô-las em prática. No entanto, há uma proposta que é do mais imbecil que se possa imaginar: basta um dos cônjuges meditar durante três meses e querer o divórcio, para que este, pufff, apareça.
Este tipo de entendimento sobre o que é o matrimónio deixa-me de boca aberta. Eu pensei que estávamos a falar de um contrato, que é uma coisa onde há duas vontades que se unem num propósito comum. Pelos vistos, o casamento não é nada disso e a lei tem de ser mudada. Pelo que parece, o matrimónio tal qual está no Código Civil, é algo de anacrónico porque o que interessa não é a vontade dos dois, mas apenas de um. Não sei se para casar também irá ser assim, se basta chegar à beira de alguém e dizer "vou casar contigo" que a infeliz contraparte fica logo presa - claro que se pensar durante três meses pode ter o seu divórcio...
Atenção que isto, por mim, nada tem a ver em ser contra o divórcio. Muito pelo contrário, se um casal não se sente feliz, deve pôr fim à relação o mais rapidamente possível e avançar. Só temos uma vida e ela é bastante curta para estar a desperdiçá-la numa relação estéril... O problema é que o tipo de abordagem que o Bloco propõe é típica de quem encara o casamento como uma aventura ou uma viagem, da qual se pode sair em qualquer estação, e não um projecto em comum. Há momentos difíceis, outros fantásticos, alguns terríveis ou maravilhosos. Mas o que faz do casamento algo de verdadeiramente extraordinário é a ideia de união, de junção, de fusão. E é isso que esta proposta não atende: à verdadeira essência do matrimónio, do qual só se deve sair com razões válidas. E, para isso, já há lei que chegue e sobre.É que até mesmo quando se compra um saco de batatas não se pode desfazer o negócio só porque se mudou de humor...
Dupont

Continuar a marcar a diferença

"(...) E, por isso, na hora da sua saída, envio um abraço ao Dr. Miguel Paiva, pois serviu ao seu modo aquele conceito integracionista da política, em que cada indivíduo ou grupo representa parte do todo. Não sei se é despedida, mas cumpriu uma etapa ao serviço da “rés”pública, porque estar na militância partidária, longe de ser anátema, é cumprir cidadania (...)", "Cordialmente", Abel Maia, O Primeiro de Janeiro ou aqui.
Dupont

Pacheco Pereira, you old Fox!...

Pacheco Pereira anda a tornar-se mais mundano... Palavra! Se calhar a palavra certa é "humano"... Na verdade, no Abrupto já fala de coisas do dia-a-dia, na Sábado escreve sobre a mesa em que Sócrates e Cavaco se encontraram pela primeira vez depois da tomada de posse do segundo e, no Público, mostra espanto pela descoberta das virtudes do canal Fox, com as fantástcias séries que por lá passam diariamente e de que temos falado aqui abundantemente. Pacheco Pereira adora "The Simpsons", "House" e "Deadwood", mas já não alinha em "Lost" e "Donas de Casa Desesperadas". Está tudo aqui em "Gripe, livros, televisão e o canal Fox".
Dupont

Ou mente o DN, ou mente as Finanças ou mente Carrapatoso...

"António Carrapatoso pagou a alegada dívida que tinha de IRS, reclamou e, posteriormente, a Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) veio a dar-lhe razão e promete devolver--lhe o dinheiro. A informação é prestada pelo próprio presidente da Vodafone, que em comunicado contesta a notícia do DN", in DN.
Dupont

Novo email

Mudámos o nosso endereço electrónico. Agora é: ovilacondense@gmail.com. Já podem voltar a mandar malandrices à vontade...
Dupont

quinta-feira, março 23, 2006

Velhos são os trapos!


Dupont

Dragões!!!!

Dupont

Está visto, o problema é geral...

"The city of Detroit will run out of cash by June unless the City Council gives Mayor Kwame Kilpatrick permission to borrow $130 million to cover its bills, the city finance department says. The money would be used to pay off $74 million owed to the city's pension fund for last year and other bills", no NewsCenter.
Dupont

Cada país, suas tradições...

Em Sevilha, convivendo durante o botellon...
Em Paris, convivendo durante a démonstration...
Dupont

De que mais se irão lembrar?


"China slaps a tax on chopsticks", diz a CNN. É para preservar o meio-ambiente...
Dupont

Desculpas de má professora

"A deputy headteacher is suing Bristol city council for £1m because it refused to replace a chair which emitted a "farting" noise every time she sat down, regularly making her the subject of jokes.Sue Storer, 48, is claiming constructive dismissal and sex discrimination, after leaving her £48,000-a-year position as deputy head of Bedminster Down secondary school in Bristol last September", no Guardian.
Dupont

O nascimento do CDS


Segundo Freitas do Amaral, citado pelo rui, o CDS nasceu por ordem de Melo Antunes...
(...) A reunião foi aberta por alguém do MFA, cuja identidade Freitas não consegue precisar, mas que se dirigiu aos presentes como «os representantes dos partidos políticos ou em formação». Espantados, Freitas e Xavier retorquiram que devia haver algum equívoco e o primeiro foi especialmente incisivo ao dizer aos presentes que «tenho a declarar-vos muito francamente que eu não sou representante de nenhum partido político existente ou em formação». Melo Antunes retorquiu-lhe: «Não senhor, não há erro nenhum da nossa parte. Nós convocámo-los muito propositadamente. É que os senhores, durante os últimos três anos, apresentaram e defenderam um pensamento económico liberal, ou neo-liberal, com visíveis preocupações de justiça social, na página económica do "Diário de Notícias", e nós pensamos que os senhores representam melhor do que ninguém um Partido Liberal como os que existem noutros países europeus e que fará muita falta, se não existir, no leque partidário português(...) Freitas, embora em silêncio, concordou (...).
Será que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita?...
Dupont

O que vale é que, por altura das férias, já isto está esquecido...


"An estimated 30 million bags were temporarily lost by airlines in 2005, and 200,000 of those bags were never reunited with their owners, according to an industry report released Monday", no YahooNews.
Dupont

Coisa Ruim...


Dupont

quarta-feira, março 22, 2006

E não se diz o preço, senhor Zapatero?...

"ETA anuncia cessar-fogo - A organização separatista basca ETA anunciou um cessar-fogo em vigor a partir de 24 de Março. Em comunicado, o grupo diz que quer «lançar um processo democrático», que permita aos bascos «ter a palavra e a decisão do seu futuro»", na TSF.
...
A ETA a falar de democracia!...
...
A ETA a querer que os bascos tenham palavra e decisão quanto ao seu futuro!...
...
Que gente tão simpática!...
...
Até devem ir à missa ao Domingo!...
...
...
...
Irra, qu'isto até dá náuseas!
...
Dupont

O rio corre sempre para o mar...

"A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) deixou caducar uma alegada dívida de IRS superior a 740 mil euros ao contribuinte António Carrapatoso, presidente da Vodafone Portugal", no DN.
Dupont

Coincidências dinossauricas

A Assembleia Legislativa da Madeira não deverá realizar, este ano, a sessão comemorativa do 25 de Abril.
A Assembleia Municipal de Vila do Conde não realiza, desde 1999, qualquer sessão comemorativa do 25 de Abril.
Dupond

«A Idade da Bola», de João Malheiro

O nosso meio-conterrâneo João Malheiro acabou de lançar o livro “A Idade da Bola”. Trata-se de uma compilação das 250 figuras que fizeram a história do futebol português, divididas entre duas centenas de jogadores nacionais, trinta estrangeiros e vinte treinadores.
O livro tem uma dedicatória especial: ao Vítor Damas. Mas também a Eusébio, Fernando Gomes, Toni e José Mourinho, uma vez que “aquele adepto do Chelsea, chamado Portugal, é um achado”… Segue-se um prefácio de Baptista-Bastos, “o futebol é, também, uma questão de cultura”. Finalmente, a “Introdução” do próprio João Malheiro, enriquecida com citações de Assis Pacheco e…Karl Marx.
O autor escuda-se no facto de esta ser a “sua” escolha, o que nada tem de mal. Para João Malheiro, “ a Idade da Bola é a comitiva que não pára, que não vai parar no século XXI. Segue virtuosa, segue selecta, rejeita a prostituição futebolística. Segue compacta, segue sorrabada, percebe a saudade aflita. O povo que honra a tribo, ao vê-la passar, põe o rosto suplicante, esquece-se de ter medos, de ter outras fomes. Lança-lhe a flor. E a flor vale amor”.
Como é fácil de perceber, folhear este livro é passar em revista os principais rostos deste desporto que leva, entre nós, cerca de um século. Começa em Abel Xavier e vai até Yustrich. Há nomes de que nunca ouvi falar: Acácio Mesquita, do FC Porto, campeão da I Liga; Bentes; Canário, do Benfica; ou Patalino e Pireza, do Sporting. Há também nomes que dispensam apresentações, muito embora ainda não tenham exactamente deixado de ser promessas: Ricardo Quaresma ou João Moutinho. E, depois, há um desfiar imenso de nomes, uns mais claros, outros mais afastados. As lendas moram lá todas, numa abordagem que não parece sofrer de qualquer clubite. Todos sabemos o benfiquismo do autor, mas a verdade é que jogadores do FC Porto abundam. A equipa maravilha que José Mourinho construiu está lá quase toda (falta Alenitchev), sem esquecer o actual treinador do Chelsea.
Jogadores vilacondenses estão quatro: André, Hélder Postiga, Paulinho Santos e Quim.
O único senão deste livro reside no facto de não haver uma biografia mínima. Para quem, como eu, não conhece uma parte dos visados, seria interessante situá-los no tempo e, até, no espaço. Bem sei que a abordagem é do João Malheiro, logo estritamente pessoal – aliás, quem mais poderia dizer que Derlei “tinha a cor erótica do golo”?... Mas julgo que nada se perdia caso estivesse disponível uma pequena ficha sobre cada jogador ou técnico, até mesmo em apêndice final.
Uma edição em capa dura, da Quidnovi Desporto, mas a um preço bastante acessível tendo em conta a qualidade de impressão. “A Idade da Bola” é um livro de leitura e de consulta. Visitá-lo é uma viagem apaixonante, capaz de acordar muita memória adormecida.
Dupont

Sacoor Brothers

A Saccor, marca portuguesa de pronto-a-vestir muito ligada a uma certa "moda futebolística", continua apostada nesse mercado. Depois de vestir os jogadores do Benfica e do Sporting, fechou negócio com um dos gigantes mundiais, o FC Barcelona.
Aliás, esta marca tem-se destacado por opções originais no que diz respeito a publicidade, tendo já recorrido a dois dos actores da série "CSI: Miami", como se pode ver na foto.
Pessoalmente, acho que a marca está demasiado ligada ao mundo do futebol. No Dragão, por exemplo, quem não exibir uma qualquer peça da marca está completamente "out"... Talvez não fosse pior ideia diversificar um pouco mais. Talvez tenha sido essa a ideia que presidiu à campanha com os actores do CSI... A ver vamos...
Dupont

Mais novidades


Dupont

Se existe, então...


Dupont

Não havia necessidade....


Brokeback Mouse...
Dupont

terça-feira, março 21, 2006

José Sócrates vai contratar Zezé Camarinha para consultor do Plano Tecnológico!...

"Portugal entre os piores dos Quinze na penetração da banda larga", no Diário Digital.
Dupont

Google Earth nas esquadras?

"PSP e GNR vão ter mapas detalhados das áreas de risco - Projecto está a ser desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil sob encomenda do ministro António Costa. Mapa digital vai abranger áreas metropolitanas do Porto e Lisboa e permitirá um maior controlo dos grupos criminosos", no JN.
Dupont

Ás armas!!!!

"INDIGNAÇÃO APÓS BATALHA CAMPAL - O presidente do Vilar do Pinheiro queixa-se de agressões na deslocação ao recinto do Pedroso, mas o dirigente dos gaienses diz que nada se passou no encontro da 29.ª jornada da Série 1 da I Divisão da AF Porto", Norte Desportivo.
Dupont

A ler...

"Nanocontos - Morte Súbita", no Trenguices.
Dupont

CPE

A França está, mais uma vez, em ebulição social. O problema deriva da introdução de reformas à lei laboral e muito especialmente da introdução do CPE (contrato de primeiro emprego). A principal crítica que se tem ouvido ao CPE reside na possibilidade que este consagra de os empregadores poderem, a todo o tempo, despedir os jovens trabalhadores sem haver necessidade de justificar essa decisão. De acordo com a proposta existente, essa possibilidade pode ser exercida nos primeiros dois anos de duração do contrato.
À primeira vista esta parece ser uma medida que atribui aos empregadores demasiada discricionaridade. Existe assim o perigo de estes poderem "abusar" desse direito, tratando os seus empregados de forma pouco humana.
Apesar deste risco, considero que há virtualidades no CPE que devem ser exploradas, justificando-se que seja dada a hipótese de testar a sua implementação, ainda que a título experimental por um período de 2 ou 3 anos.
Em primeiro lugar o CPE vai permitir lutar contra um dos maiores problemas que qualquer jovem sente: vai tornar mais fácil a possibilidade de haver primeiros empregos. Como é lógico, hoje as empresas tem um grande receio em contratar funcionários, pois sentem que isso se pode tornar num peso terrível, principalmente quando as pessoas não se adaptam ou não correspondem ao que se espera. Ora, se os empresários souberem que podem resolver o contrato a todo o tempo, terão menos hesitações em chamar jovens a integrar-se nas suas empresas.
Em segundo lugar esta medida, facilitando a entrada de gente nova nas empresas, poderá ter um reflexo importante na própria performance económica das mesmas. Com efeito, os jovens trabalhadores trazem ideias novas e frescas que ajudam as empresas a progredir. Ora, se eles tem acesso com mais facilidade ao mercado de trabalho, o efeito final será positivo.
Em terceiro lugar, a existência deste tipo de contratos torna as pessoas mais activas e empenhadas. Ninguém tem dúvidas que uma pessoa acomodada produz muito menos do que uma pessoa que sabe ter de provar as suas qualidades para poder aspirar a manter o seu posto. Isso acaba por ser positivo para as empresas e para os próprios trabalhadores, pois torna-os mais empenhados e pro-activos na respectiva inserção laboral.
Por muito que nos custe, temos de ter a noção de que vivemos num mundo globalizado em que a solução para os nossos problemas não pode ser encontrada seguindo as ideias vertidas nas velhas cartilhas. É necessário fomentar uma maior responsabilização colectiva e individual. O Estado deve produzir leis que respeitem os indivíduos, ser ter a veleidade de lhes resolver por essa via todos os seus problemas. Os indivíduos, pela sua parte, devem perceber que a solução dos seus problemas começa em si próprios e não nas leis ou no Estado.
Se todos acreditarem e fizerem isto, penso que a sociedade será muito mais equilibrada e estável.
Dupond

Entrevista a Mariano Rajoy

Mariano Rajoy, secretário-geral do PP e líder da oposição, dá uma entrevista ao Diário de Notícias, onde não hesita acusar José Luis Zapatero de quase colaboracionismo com a ETA. Já falámos desta acusação aqui n'O Vilacondense ("Nuestros hermanos" e "Quem te manda tocar rabecão, Zapatero"). Excerto:
Passemos à questão da ETA. Que críticas tem a fazer à acção do Governo?
PP e PSOE tinham um pacto até que o sr. Rodríguez Zapatero chegou a presidente do Governo. Esse pacto dizia o seguinte: a política antiterrorista nunca mudará, governe quem governar; com a ETA não se negoceia, a ETA derrota-se; nunca se deve pagar um preço político aos terroristas; faremos os possíveis para impedir que a ETA, através da Batasuna, se apresente às eleições. Tudo isso foi muito útil e eficaz e debilitou a ETA. A mudança que se produziu é que, neste momento, o objectivo não é a derrota da ETA, mas a negociação, o que, para mim, é inaceitável. Transforma o terrorismo num instrumento para conseguir fins políticos e significa romper um acordo que funcionou.


Mas Zapatero disse que não aceita negociações enquanto a ETA não depuser as armas e renunciar à violência.

Isso é o que ele diz. Mas vou dar-lhe dois dados das últimas 24 horas: o juiz da Audiência Nacional, Grande Marlasca, ordenou a prisão de dois terroristas da ETA e o procurador-geral opôs-se, o que é muito grave; e o ministro da Justiça disse que o PP faz mais ruído do que a ETA, o que é ainda mais grave. A isso há que acrescentar muitos outros factos dos últimos meses, como o Governo pretender autorizar o congresso de um partido ilegal . Não havia necessidade de mudar a política antiterrorista, que vinha de um pacto, era moral e foi eficaz.

O PP nunca negociou com a ETA?
Nunca. Em 1998, ETA decretou uma trégua, mas fê-lo unilateralmente. Então, o Governo anunciou aos partidos (que concordaram) e à opinião pública que ia falar com a ETA para ver o alcance dessa trégua. Houve uma conversa e aí foi dito à ETA que o Governo não pagaria nenhum preço político por abandonar o terrorismo. Não houve mais nenhuma conversa. A partir daí, desgraçadamente, ETA continuou com as suas acções.


Esta não poderá ser uma oportunidade para pôr fim à violência? O que critica à via seguida pelo Governo?

O Governo toma decisões equivocadas. Aprovou uma resolução no Congresso que era um convite ao diálogo - o que é um enorme erro. Faz insinuações à Batasuna, o fiscal-geral não actua com contundência , menos mal que o fazem os juízes.

Acredita que o procurador-geral está a ser influenciado pelo PSOE?

Quem é que não acredita nisso em Espanha?
Dupont

Sua alteza está de volta...


É, de longe, o artista de quem tenho mais discos: quase meia centena, entre legais e piratas (sim, incluindo o lendário "Black Album"...). Infelizmente, desde "Diamonds & Pearls", de 1991, que Prince não faz nada de jeito... Aguardemos, pois, para escutar este "3121", lançado hoje, uma vez que a esperança é a última a morrer.
Dupont

«Será que posso ir lá buscá-lo?»

"Fátima Felgueiras disse ao Tribunal de Guimarães que deixou o seu passaporte no Brasil", Público.
Dupont

«Graphic Novels»

O namoro entre a banda desenhada e o cinema continua forte e seguro. Se até há pouco tempo a fonte "inspiradora" era o universo dos super-heróis, tem-se registado uma cada vez maior aproximação às "graphic novels". A diferença está, essencialmente, no facto de as novelas gráficas serem uma história linear, com princípio, meio e fim. Até podem sair em vários fascículos, mas há, quase sempre, uma unicidade que não se regista, por exemplo, nas aventuras do "Homem-Aranha", sempre a "renascer com novos perigos e inimigos sucessivamente mais poderosos.
Aqui, n'O Vilacondense, já falámos de "GhostWorld", "Sin City", de "The League of Extraordinary Gentlemen", de "Road to Perdition" e ainda ontem referíamos "A History of Violence", como exmeplos dessa ligação. Por vezes, são os próprios autores a participar na produção e realização da transposição cinematográfica, como aconteceu com Daniel Clowes e o seu "Ghostworld" ou de Frank Miller em "Sin City". O facto não tem passado despercebido, como o atesta o artigo "Graphic novels a literary phenomenon", do Vancouver Sun.
Por outro lado, estreou este fim-de-semana nos EUA "V for Vendetta", mais uma adaptação de uma graphic novel, novamente do genial Alan Moore, depois de "From Hell", "The League of Extraordinary Gentlemen" e antes de "Watchmen". Moore é um dos mais brilhantes argumentistas do universo da banda desenhada. As suas histórias são ricas em conteúdo, com inúmeras referências culturais e históricas. Em "V for Vendetta", temos um outro tipo de abordagem, mais político. Afinal, Londres está subjugada por um ditador e torna-se necessário libertá-la. O livro é fabuloso. O filme conta com argumento dos matrixbrothers Warchovski, o que deixa no ar uma sensação de surpresa, já que melhorar "V for Vendetta" e a sua mensagem subliminar anti-thatcheriana é quase impossível... Também a este propósito, não é de perder a leitura de " Alan Moore: Our greatest graphic novelist", do The Independent.
Dupont

Trabalho é no campo e na fábrica, camaradas! Abaixo os bancos fascistas, pá!


"O PCP defendeu segunda-feira que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) do BCP sobre o BPI será «lesiva do interesse nacional» (...) e um «atentado contra a economia nacional». O PCP defendeu que, a concretizar-se, «seria um exemplo inequívoco da submissão do poder político ao poder económico»." no Diário Digital.
Dupont

Um azar nunca vem só...

"Mulheres com mamas assimétricas podem ter maior risco de cancro", no Diário Digital. Na imagem, paciente após inúmeras tentativas para resolver o problema...
Dupont

Carlos Neves

Os vilacondenses que abriram a secção "Economia" do "Expresso" encontraram, na página 22, uma cara conhecida: Carlos Neves, uma das vozes mais activas do sector agrícola. Este agricultor, nosso conterrâneo, é dirigente da Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, além de pertencer, ou já ter pertencido, a muitas outras organizações do sector, como a Associação de Jovens Agricultores do Distrito do Porto. Por outro lado, é o responsável pela secção de Agricultura do quinzenário Terras do Ave. E ainda arranja tempo para trabalhar na exploração agrícola da família, sita em Árvore...
No "Expresso", Carlos Neves assina o artigo "A angústia de ser agricultor", em que desabafa sobre o desalento que o sector atravessa: "talvez não fosse um disparate propor um plano de combate ao desânimo na agricultura. Admito que seja uma ideia estranha e que seja preciso tempo para amadurecê-la. Contudo, por trás do melhor e do pior da nossa agricultura está a diferença de atitude entre lutar e desistir; entre a união e o indivídualismo, entre inovar ou estagnar".
Dupont

A ler...

  • José Manuel Fernandes, "Deve e haver da invasão do Iraque", "Há três anos defendi a invasão do Iraque. O que se passou depois trouxe-me algumas surpresas desagradáveis. Contudo, mesmo assim, continuo a pensar que a decisão foi acertada, que o mundo e o Iraque estão melhor sem Saddam Hussein e que se estão a tirar lições do erros cometidos. O mundo continua perigoso, mas ter cedido seria pior".
  • Amílcar Correia, "É sexy liderar a oposição?": "Poderá um líder da oposição, seja ele Marques Mendes ou Ribeiro e Castro, ser sexy? Como é que se faz uma oposição sexy? É este o dilema dos partidos obrigados a um pousio de quatro anos de poder".
Dupont

segunda-feira, março 20, 2006

Um problema

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Rey Mysterio, Dave Baptista, John Cena, Trish Stratus e quejandos são apenas alguns dos heróis/heroínas dos dias de hoje.
Aqueles que têm filhos e filhas até aí aos 15 anos (as raparigas sempre tiveram gostos singulares, só que, agora, começam cedo…) sabem bem do que falo: um grupo de anormais que fazem uma espécie de luta-livre-a-brincar-que-parece-à-séria na SIC Radical.
As anómalas figuras têm um aspecto horrível que me faz lembrar as hordas vikings ou teutónicas que vemos nos filmes. Nelas, dos pés à cabeça, tudo é XXL. A banha e o músculo formam um conjunto disforme, bestial, com trejeitos mistos de fera, homem e monstro. São aquilo que se pode chamar, numa aproximação por favor, seres humanos profundamente deformados.
Batem e fazem que batem no adversário e no árbitro; atiram cadeiras; pulam, saltam e dizem palavrões num edificante programa dominical de TV. Que por sinal e de acordo com as informações que me fornecem os (as) pré-adolescentes que entram e saem lá de casa é, apenas, líder de audiências nos EUA. Ok, não se pode ser bom em tudo…
Estas extraordinárias figuras da nossa realidade hertziana põem-me doente, não só pela sua fealdade e ferocidade como também porque os quasi-adolescentes, que não desgrudem da TV, ainda se põem a treinar uns com os outros no final do evento. É dose.
É este o meu problema.
Haddock

Ontem no Porto, amanhã em Vila do Conde

Orlando Soares Gaspar, filho do histórico Orlando Gaspar, dirigente que liderou a concelhia do Porto do PS durante mais de uma dezena de anos, foi eleito Presidente do PS na cidade do Porto.
Dupond

Desabafos…


Como já aqui referímos, a chegada do Metro a Vila do Conde constituiu um acontecimento histórico. No entanto, olhando para os jornais e para a televisão, parece que o único concelho visado por esta espectacular melhoria foi …a Póvoa de Varzim!
Logo à hora do almoço, no seu noticiário, a TVI efectuou um directo sobre o tema. Quem falou até foi um vilacondense, Armando Herculano, mas da nossa terra não se ouviu falar nada. Nem mal, nem bem, nem mais-ou-menos…Nada. O mesmo na SIC, que apresentou imagens várias, mas fez a recolha de depoimentos…na Póvoa de Varzim. Podiam falar do lamaçal quem envolvia a estação de Vila do Conde ou do contentamento da população vilacondense… Qualquer coisa!... Nada… Nem sequer o discurso do Presidente da Câmara mereceu referência ou imagem… Mas já Armando Herculano, esse teve tempo de antena à farta, porque fez o barulho que mais ninguém foi capaz, tal qual um streaker num jogo de futebol…
Mais grave foi ler os jornais de ontem. O JN apresentava três páginas, todas pré-intituladas de… “Póvoa de Varzim”. As fotos mostravam os principais intervenientes, Macedo Vieira incluído, mas nada de Mário Almeida, Lúcio Ferreira ou, até, Pacheco Ferreira. Aliás, em todo o jornal, o nosso Presidente da Câmara ficou remetido a um parágrafo…. Pior foi o Público. Na capa, uma foto da estação da Póvoa de Varzim e, no interior, foto com os principais responsáveis, sem nenhum vilacondense. Mário Almeida teve direito a…três linhas e meia! No Diário de Notícias, fotografias do Ministro e de Valentim Loureiro, junto aos aqueduto, sem citação directa do nosso Presidente de Câmara. Finalmente, O Primeiro de Janeiro aposta na generalidade. Não põe nada na boca dos Presidentes e une Póvoa e Vila do Conde nos benefícios e protestos. Enfim…
Pode ser bairrismo, pode ser outra coisa qualquer. Mas do mesmo modo que me magoa ver ou ouvir dizer que “Espanha é que conta na Península Ibérica”, também custa ver como Vila do Conde passa despercebida em toda esta história, engolida pela sua vizinha do Norte. Nem sempre foi assim, mas todos sabemos que, nos últimos trinta anos, a Póvoa de Varzim atingiu uma enorme projecção em todo o país, alicerçada num turismo que, no Verão, faz aumentar exponencialmente a população da cidade, o que lhe dá um certo ar cosmopolita à escala regional. Depois há o Casino, hotéis, equipamentos desportivos ímpares e tudo o mais. Vila do Conde lá foi, lentamente, ficado para trás. Hotéis, na cidade, não temos um sequer – excepto as penta-suites do Forte de S.João - e há tanto tempo que deixámos fugir o casino que nem vale a pena falar sobre isso. Depois há as acessibilidades: olhar para as entradas de ambas as cidades dispensa qualquer comentário e demonstra bem o que é que cada autarquia gizou para o seu futuro. Pelo caminho, a Póvoa ficou com quase todas as valências no Hospital S. Pedro Pescador, com o quartel, com as piscinas, e tem escolas secundárias em excelente posição nos rankings nacionais. Aliás, no que ao ensino diz respeito, o colégio com mais fama das redondezas está na Póvoa de Varzim com dinheiro e proprietários… vilacondenses!
E isto nem sequer são argumentos, mas factos!
Por isso não admira que a comunicação social não local quando resolve fazer uma reportagem sobre a zona Vila do Conde-Póvoa de Varzim apenas veja esta última. Há culpados para isto, mas, a julgar pelos resultados eleitorais dos últimos anos, parece que ninguém quer saber. Será que quem está no poder defende uma política de “orgulhosamente sós”? A ser assim, quando é que será o 25 de Abril?
Dupont