quarta-feira, março 01, 2006

Jorge “matreiro” Sampaio

Durante os 10 anos em que desempenhou as mais altas funções do Estado português, Sampaio revelou-se um homem frio, parcial e calculista. Sabemos agora que a não cedência às pressões dos amigos socialistas que lhe diziam para não aceitar o primeiro-ministro indicado pelo PSD - Santana Lopes – se deveu, não ao respeito pela Constituição, mas sim a um malsão calculismo político: da primeira vez o seu partido, o PS, estava esfrangalhado devido à associação de alguns dos seus líderes à pedofilia e ao processo Casa Pia. Por isso a Sampaio só lhe restava “respeitar a constituição” e indigitar o candidato apresentado pelo partido que vencera as eleições, o PSD. Da segunda vez, já Sócrates estava com boa imagem nas sondagens e o PS era visto como alternativa a Santana que, coitado, estava na incubadora. Por isso, Sampaio não hesitou e, “respeitando a Constituição” dissolveu a Assembleia.
Foram também calculadas e fleumáticas e, vá lá, “pequenos favores” ao PS, as alfinetadas que deu a Paulo Portas e à política da Defesa do governo do PSD.
Demasiado choramingas e dado ao sentimento. Muito preocupado, nas suas palavras. Não raro vimo-lo a chorar a discursar com voz embargada, tadinho. Conhecendo hoje a frieza e o calculismo com que arquitectou a subida do PS ao poder, vejo que as lágrimas foram de crocodilo e sentimento uma impostura.

Arquivo presidencial:
- Jorge “arenga” Sampaio;
- Jorge "vaidoso" Sampaio;
Haddock