segunda-feira, março 13, 2006

Os posts-cartoons

Na passada quarta-feira vi na televisão um jogo de futebol, o Liverpool-Benfica. Na hora de blogar optei por fugir ao óbvio e resolvi brincar com o assunto. Como não tinha visto o Milan-Bayern, dei um salto ao site da BBConline e traduzi o resumo do jogo lá inserido. A reacção foi a que está na caixa de comentários desse post.
Perante o teor dos comentários, na sexta-feira, após o almoço, eu e o Alcazar resolvemos subir a parada um pouco mais e voltámos a insistir numa certa desvalorização do Benfica, enaltecendo o adversário lhes havia saído. Os comentários foram do mesmo tom.
Acredito que, por vezes, o meu sentido de humor não funcione. Porém, não me parece ter sido este o caso, uma vez que houve quem o percebesse desde o início e até registei uma resposta à altura, extremamente feliz, por parte de um benfiquista, o Fernando Vilarinho. A maior parte, infelizmente, ou não percebeu, ou, se percebeu, optou pela agressividade, chegando rapidamente ao insulto, sem esquecer a já tradicional confusão de “alhos com bugalhos”, na melhor adaptação do clássico “na guerra e no amor, vale tudo”…
É com bastante tristeza que leio aquele chorrilho de disparates vomitado nas caixas de comentários. A falta de tolerância e, principalmente, de fair-play e sentido de humor é desconcertante e, até, agoniante. Tenho pena de todos aqueles que andaram ali enganados, porque teria sido preferível que tivessem usado as suas energias, primeiro, para perceberem a verdadeira finalidade do post e, segundo, que as canalizassem para conversarmos sobre política, livros, filmes ou acontecimentos banais – o que raramente fazem, embora salte à vista o porquê…
"O Vilacondense", já estou cansado de o dizer, não passa de uma conversa mais ou menos diária, sobre “Vila do Conde, Portugal, a Europa e o Mundo”. Não se trata de um meio de comunicação ou de informação, não é para ser levado mais a sério do que uma conversa de café entre gente com o mínimo de educação. O que, como é bom de ver, é coisa de que nem todos se podem gabar de possuir.
Paciência.
Dupont