quinta-feira, março 16, 2006

Restaurante «Don Régio»

A nova praceta José Régio oferece vários serviços e lojas. O aspecto ainda é incipiente, mas a notícia de que um restaurante, Don Régio, já estava a funcionar fez-me rumar lá.
A sala de jantar é pequena, com meia-dúzia de mesas, capazes de albergar pouco mais de vinte pessoas. O ambiente é simpático, a baixela é bonita e moderna e o serviço é extremamente simpático, apesar de pouco profissional. Já a comida, que é o que faz uma casa, deixa bastante a desejar. Desde logo, abrir uma casa destas sem haver ementa já é de estranhar. Depois, informar os clientes de que só estão disponíveis, em cada dia, um prato de peixe e outro de carne parece-me mais do que abusivo... No dia em que lá fui, as opções eram "filetes de pescada" e "carne de porco à alentejana". Na mesa ao lado, o prato de carne não colhera aplausos, pelo que se optou pelos filetes. E lá vieram dois nacos do peixe-que-antes-de-o-ser-já-o-era, ambos do tamanho de cartões de visita. Acompanhados de salada russa e maionese, exibiram-se finos na espessura e banais no paladar, não trazendo qualquer alegria às minhas papilas gustativas. Mas o pior, mesmo, é que estava tudo frio. Não é morno, é frio. E não foi só meu. Quem me acompanhava teve igual sorte.
Salvaram-se a sopa de legumes e o doce de maçã, excelente este último. Nas sobremesas havia, ainda, bolo de chocolate e, de frutas, maçã e banana. O vinho é ao copo. E é tudo. O preço é de cinco euros, sem café – logo, pouco mais haverá a reclamar…
Informaram-me que, à noite, o Don Régio transforma-se em casa de tapas. Por vinte euros, pode comer-se as que se quiser. Não sei se estou com vontade de lá ir nos próximos tempos… A verdade é que me foi dito que ainda estava em fase experimental – o que é bom de ver… - e que só lá mais para a frente é que haveria um serviço de restaurante “normal”. De qualquer forma, numa ementa que por lá andava, com pratos não disponíveis, registo para “arroz do mar” e “arroz à galega”, “trio de peixes”, “gratin de peixe” e “bacalhau da praça”, “bife à Don Régio”, “trio de carnes” e “costeletinhas”. A carta de vinhos mostrava cerca de um vintena de maduros tintos e metade desse número para brancos e verdes.
Estar a fazer uma apreciação de uma casa que não está a funcionar em pleno pode parecer injusto. Mas a verdade é que quem abre a porta deve estar ciente de que fica sujeito a críticas. A sensação que me dá, e posso estar enganado, é que o restaurante foi “forçado” a abrir aquando da inauguração da praceta, para assim dar um ar de que as coisas já estão a evoluir. Se assim foi, a ideia revelou-se claramente infeliz e pode prejudicar seriamente o aviamento do restaurante. Aguardemos, então, porque de "Régio", para já, o restaurante só tem o nome.
Dupont