segunda-feira, março 13, 2006

Sanches, o incompreendido

A história, triste, vem hoje no Jornal de Notícias (ou aqui):
"Portugal Telecom (PT) leva, hoje, à praça, no Tribunal da Guarda, três terrenos penhorados à Junta de Freguesia do Rochoso para cobrar parte de uma dívida superior a 50 mil euros, mais juros de mora contabilizados desde 1998. Uma conta de telefone avultada que resultou das chamadas eróticas efectuadas por um anterior presidente da Junta, que se demitiu pouco depois de rebentar o escândalo".
A notícia é lamentável e escusada! O diário portuense só se preocupa com os números, com as contas, com o processo... Não sobra uma linha para falar do desgraçado Presidente de Junta e da sua solitária angústia... Ninguém ponderou o sofrimento daquele gracioso autarca que passava centenas de frias noites ao serviço do povo, na sede da frigorífica Junta de Freguesia, ali mesmo, nas fraldas da Serra da Estrela... O é o preço de alguns retemperadores telefonemas, capazes de escudar da gélida noite o dedicado Presidente de Junta de uma terra com o nome terrível de 'Rochoso', cujo lema é (ou devia ser...) "que Diabo, aqui ninguém é de pedra"?...
Então, agora, escarrapancha-se nos jornais o nome daquela pobre alma, como se o desgraçado fosse um criminoso de delito comum, quando a verdade é que José Pires Sanches apenas precisava de um pouco de calor humano!?...
É claro que se o nosso homem se sentisse sozinho lá nas montanhas e andasse enrolado com o Secretário da Junta até faziam um filme cheio de sensibilidade e candidatavam-no aos Óscares... Pois era... Como o amigo Sanches se limitou a usar o telefone, só querem saber da conta à PT...
Injustiça.
Sanches, amigo, "O Vilacondense" está contigo, pá!
Dupont