segunda-feira, março 20, 2006

Um problema

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Rey Mysterio, Dave Baptista, John Cena, Trish Stratus e quejandos são apenas alguns dos heróis/heroínas dos dias de hoje.
Aqueles que têm filhos e filhas até aí aos 15 anos (as raparigas sempre tiveram gostos singulares, só que, agora, começam cedo…) sabem bem do que falo: um grupo de anormais que fazem uma espécie de luta-livre-a-brincar-que-parece-à-séria na SIC Radical.
As anómalas figuras têm um aspecto horrível que me faz lembrar as hordas vikings ou teutónicas que vemos nos filmes. Nelas, dos pés à cabeça, tudo é XXL. A banha e o músculo formam um conjunto disforme, bestial, com trejeitos mistos de fera, homem e monstro. São aquilo que se pode chamar, numa aproximação por favor, seres humanos profundamente deformados.
Batem e fazem que batem no adversário e no árbitro; atiram cadeiras; pulam, saltam e dizem palavrões num edificante programa dominical de TV. Que por sinal e de acordo com as informações que me fornecem os (as) pré-adolescentes que entram e saem lá de casa é, apenas, líder de audiências nos EUA. Ok, não se pode ser bom em tudo…
Estas extraordinárias figuras da nossa realidade hertziana põem-me doente, não só pela sua fealdade e ferocidade como também porque os quasi-adolescentes, que não desgrudem da TV, ainda se põem a treinar uns com os outros no final do evento. É dose.
É este o meu problema.
Haddock