quinta-feira, março 09, 2006

Uma tentação na Quaresma...

"Hey, let's be careful out there!", avisava o sargento Phil após o briefing matinal dos agentes da esquadra de Hill Street. Depois, aparecia o genérico, com o piano eléctrico e aquela balada que toda a gente gostava de assobiar. Avança-se, então, para o acompanhamento do dia-a-dia dos detectives e agentes da força policial, misturando acção e drama, problemas pessoais com profissionais, mimetizando a confusão da Grande Cidade. No final, o vertical Capitão Furillo acabava sempre na horizontal, mergulhado nos braços da sensual advogada Joyce Davenport, qual herói mítico a receber a recompensa após uma odisseia laboral.
"A Balada de Hill Street" marcou uma época e definiu o que deveria ser uma série de televisão. Desde então, começando em "Law & Order" e acabando em "CSI", tudo o que na televisão envolva polícias tem sempre alguma relação com aquela série pioneira: a acção passou a estar assente em vários personagens e não apenas no "herói", a vida de cada um interessa ao desempenho do todo, os acontecimentos têm repercussão em vários episódios cimentando a ideia de que a série era um todo e não uma colecção de episódios.
Foi aqui que Steven Bocho deu os primeiros passos, que o levariam para séries como "LA Law/As Teias da Lei", "NYPD Blue/A Balada de Nova Iorque", "Murder One", além de ser influência determonante em toda a ficção televisiva de temática policial.
E isto tudo vem a propósito do facto de a série ter sido, finalmente, lançada em DVD nos EUA. Até agora só havia uma compilação de alguns dos melhores episódios. Assim, passa a estar disponível the real thing e por apenas 30 dólares!!
Entretanto, quem estiver interessado em nostalgias, pode ir a este site, entre outros descobertos pelo nosso conterrâneo jardineiro.
Dupont