segunda-feira, abril 24, 2006

Banco Expresso


Não sei se passou despercebida a publicidade na última edição do caderno principal do “Expresso”. O Banco Espírito Santo tinha três páginas ímpares a cor. O BPI, também a cor, ficou com as duas centrais e o Barclays ficou com meia página ímpar. Na capa, acima do nome do semanário, o BCP Milennium há muito que ocupa esse espaço nobre, além de ser o mecenas do caderno “Actual”. O BES faz idêntica aparição no topo da última página. Além disto há, ainda, duas páginas consagradas a instituições de ensino superior da área da gestão empresarial.
Repito que se trata do caderno principal e não do de “Economia”.
É verdade que há muito que esta preponderância da publicidade bancária se vinha notando no semanário de Pinto Balsemão. Há uns meses, uma crise entre o jornal e o BES foi rapidamente resolvida, já que a fatia de publicidade perdida era substancial. Não se poderá negar que a economia tem, hoje, um papel superlativo na nossa sociedade. Uma pergunta que se poderia fazer era: será que “o país que interessa” é leitor assíduo do Expresso? No entanto, estou mais inclinado para esta: até que ponto haverá isenção no tratamento de informação económico-financeira, quando a maior parte dos accionistas provém, todo, de um único sector?
Dupont